quarta-feira, 23 de maio de 2012

O que é se arrepender? (Diário)

   Ando bem arrependida por esses dias. Não é um arrependimento simples, de uma palavra dita, uma mentira contada...É um arrependimento do que eu fui. Sabe aquele ditado:" se arrependimento matasse..."? Pois é. Esse arrependimento tá tão incômodo que já chorei, já desabafei, chorei de novo, li meu livro sobre Budismo Tibetano, chorei de novo e agora tô aqui na tentativa de me livrar desse peso por meio das minhas palavras. 
   Esse sentimento é algo muito complexo...vem junto com a vergonha, com a culpa...com o embaraço...Vou tentar explicar! eheh
Ontem postei no facebook que esse ano de 2012 tá sendo o verdadeiro ano do autoconhecimento. E se conhecer traz a tona as coisas não tão boas que você fez, ou como você agiu. Tenho vergonha e peço perdão a Deus por ocupar Seu tempo e das pessoas que eu tanto amo. Hoje tenho vergonha de como pensava antes...Tenho vergonha das atitudes erradas que tomei, mesmo que as intenções tenham sido as melhores. Tenho vergonha de como eu agi querendo o que eu continuo querendo: amor. E é esse amor mesmo que eu tô falando! Esse mesmo que você está pensando. Tenho vergonha das palavras que disse, que se fosse tentar "consertá-las" não iria adiantar muito. Me arrependo de palavras ditas há pouco tempo, sendo essas reflexo de uma Juliana que hoje em dia me é vergonhosa. E junto ao arrependimento   me  vem o lamento pelas pessoas que passaram por minha vida enquanto eu estava assim, enquanto eu estou assim, porque quem dera eu que essa Juliana do passado tivesse ido totalmente embora. Tá me doendo muito, posso falar? É mimimi mesmo, mas eu posso? =P
Como eu queria voltar no tempo!!!! Mas eu sei que isso é impossível e sei o que posso fazer daqui por diante também...E sei que tudo o que eu fiz era porque não me amava o suficiente...E ainda não amo! Pense numa coisinha difícil! Mas se hoje eu to arrependida, também to esperançosa. Tenho certeza de que isso tudo vai passar e que amanhã serei uma pessoa melhor do que hoje. E ainda tenho a mais absoluta certeza de que o que é pra ser meu, vai ser meu! E na minha melhor fase! 
Desculpa a transparência em excesso do post de hoje...Porque de uma coisa que eu aprendi a não me arrepender é de mostrar meus sentimentos!


ps: O post foi meloso né??? Pesado, talvez! Culpa do dia 12, só digo isso! 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Até que enfim aprendi que...

As melhores coisas da vida são os familiares, os amigos e os sofrimentos.
Os três itens se relacionam: família que também é amiga; amigo que se torna família; e  o que seríamos de nós nos momentos em que sofremos sem nossa família e amigos?
Muitos podem concordar que são maravilhosos os dois primeiros itens. Mas eis a razão pela qual eu listei o sofrimento como uma das maravilhas de se viver:
O sofrimento, antes de tudo, não se deveria chamar assim: de agora em diante o chamarei de "aprendizado", ou de qualquer outro nome.
Quando nos ocorre um "aprendizado", as pessoas que nos amam e que estão ao nosso redor são chamadas para nos acudir, dando o melhor que nelas existem. Quando vemos alguém "aprendendo" nos empenhamos em   fazê-lo entender o porquê daquilo e nos damos ao máximo. Queremos e nos esforçamos para que esse alguém   passe por aquele "aprendizado" com êxito para que possa vir os próximos.
Contudo, devo dizer que nada adianta ter ótimos amigos e familiares se você não aprender a "aprender".
Na primeira vez que "aprendemos", parece que o mundo vai acabar, não é mesmo? E a partir daí, nas outras vezes que nos surgem essas lições nos damos conta que estamos adquirindo experiência.
Mas só a experiência não basta, e não nos livra de "aprender mais", pois o mais importante é descobrir onde estamos errando, para ao menos as lições posteriores serem diferentes.
Quando você finalmente entende isso, aqueles dois primeiros itens da lista saem ganhando; você sai ganhando (pois tem a oportunidade de passar adiante o que aprendeu). Todos se tornam pessoas mais felizes. E amar é querer a felicidade do outro!
Chego a conclusão de que "aprendizados" são importantíssimos em nossas vidas e que também não devemos temer aquilo que no final vai nos tornar seres humanos melhores.
A tarefa de encarar o hggfyrghjwijj como aprendizado (eu disse que não ia mais usar aquela palavra!) não é fácil, mas é totalmente possível quando se tem familiares e amigos maravilhosos.


E eu dedico este texto a minha amiga "magavilhoosa" Carol, que de tanto "empurrar" essas palavras de conselho, conseguiu quebrar a minha cabeça dura!



PS: Até que enfim voltei a escrever! \o/

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sentindo nada.

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor,nem fogo não
vai dar mais pra chorar nem pra rir
Socorro, alguma alma mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada

Socorro, alguém me dê um coração

que esse já não bate nem apanha
E por favor é uma emoção pequena, qualquer coisa
Qualquer coisa, que se sinta
Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva

Socorro alguma rua que me dê sentindo

Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro eu já não sinto nada, Nada.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Onde fica Pasárgada?

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho o homem que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone à vontade
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
– Lá sou amigo do rei –
Terei o homem que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira

sábado, 11 de setembro de 2010

Três, quatro.


Paixão, tesão, compreensão, acomodação, diversão...
Pena esses elementos não estarem em uma pessoa só.
Tenho que me dividir em tantas...
Ir e vir muitas e muitas vezes,
Chegar lá.  
Voltar.
Equilibrar os pensamentos, sentimentos,
cada um no seu lugar.
Saber o que cada um quer, e o que eu quero de cada um.
Ter consciência de que um já foi, outro está sendo e outro poderá ser.
Não necessariamente assim.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Meu amor





Por você hoje diminuiu uns 15%.






quinta-feira, 12 de agosto de 2010







Aqui em casa é crime chorar.

domingo, 8 de agosto de 2010

coração


A6  / E              /F7M/9
"não... se(?) aff ¬¬'    ob.e, não(!!!) 
que nada               (...!)  é pra já
amor    /(es)se(s)/ (que)  [tra]    rão
SEMPRE        ...a...     [má]veis (?)
 fu  -  (Tu)  - ro(s)
amantes     (?),      quiçá     (!!!)
seamarãosemsaber
Com o amor que 
eu     um   dia 
deixeipra
  vc."

sábado, 7 de agosto de 2010

Impossíveis pedidos

  • Ter o poder de permitir que meu cabelo cresça até a cintura em uma semana, pra depois cortá-lo, claro!
  • Aparatar e desaparatar [ Bem à la Harry Potter]
  • Usar TODA a capacidade do meu cérebro. Aprender tudo.
  • Ter domínio sobre o tempo. Ex: o dia ta bom, então que ele dure umas 40 horas.Ou: "vou ali na Idade Média, volto pro jantar!"
  • Não ter a necessidade de dormir (impossível mesmo, imagine no meu caso!).
  • Me relacionar amorosamente sem me ferir e/ou ferir.
  • Ter irmãos [ Só pra minha mãe ter com quem reclamar além de mim ]
  • Estudar música desde os 0 anos de idade! hehe
  • Crescer pelo menos 10 cm.
  • Estar em vários lugares ao mesmo tempo, sem perder um detalhe, de nada.
  • Ter ouvido absoluto.
  • Ter uma família imensa!
  • Já ter dado concertos no mundo.
  • Estudar música e violão pelo menos 26 horas por dia, cada um.
  • Já ter composto música, escrito um livro [ou peça teatral], roteiro...
  • Ter pintado um quadro que depois que eu morresse valesse milhões.
  • Assistir, de camarote, como o universo foi realmente criado. E a humanidade. E os seres que houver por aí.
  • Dar uma voltinha na Lua, e em alguns planetas (No sol não, a estrela me lembra o PI e não é por brilhar!). E interagir, é claro! E na língua local X) [A Terra me cansa! eeheuhe]
  • Ter inventado algo.
  • Ver TODAS as crianças do mundo estudando. E os adultos também. Creio que isso seja o maior problema da sociedade.
  • Só haver uma classificação pros terráqueos: a de ser humano! Mais nada de branco, negro, baixo, alto, gordo, magro, gay, hetero, homem, mulher...
  • Não fazer uma lista tão grande!
  • Ahh ia esquecendo...ter um namorado! Sacanagem!!!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poesia Óptica




Há certo raio
Há certo halo
Que desfez o breu
Que deu ao teu – brilho tal

Há certo prisma
Elo e cor infinda
Que se atina
A aumentar-te o adjetivo

Há certo predicado
Novo e iluminado
Que transpassa o ar deslocado
E ruboriza o teu céu

Há ainda oito minutos de enfado
Entre o meu e o teu regalo
Ao sol matutino
De um dia cumprindo





Parceria entre eu e Arquimedes de Aquino.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Solidão Voluntária



Me isolo. Evito confrontos. Evito palavras. Mas elas me perseguem, vindo de uma boca familiar, constante; de timbre que me dá asco, de velocidade que me faz fechar os olhos e orar a Deus pelo silêncio.
Me isolo para procurar a pureza do "sem-som"; a paz do "sem-palavras", do "sem-voz".
Por essa procura tenho me descoberto uma pessoa cada vez mais fechada onde deveria-se haver liberdade - e falante àqueles que não me conhecem tão bem quanto àqueles que presenciam meu silêncio.
Parece-me que a solução está em ser um ser noturno. Enquanto todos descansam, estou em plena atividade; e quando é dia, estou na "noite" do meu canto e embalada pelos sonhos e sono.
Também me descubro extremamente caseira: de férias, posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes saí.
Solidão voluntária, seca voluntária. Só me relaciono com o som das notas musicais. Nada do som de gemidos, murmurinhos, risadinhas; nada de palavras (vazias?) de bocas desconhecidas à procura de outra.
Mas isso tudo não significa que quero a inércia. Quero movimento! E principalmente, sentimento.
Um abraço apertado ( e silencioso) seria válido.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ME IRRITA!

sábado, 31 de julho de 2010

ÊêêÊÊêêÊ!!!




1 ano de blog!!!

Os três [2]

Um é saudade.
Um é ciúme.
Um é rancor.


Um foi sentir-se amada.
Um é sentir-se confusa.
Outro foi sentir-se perdida.


Um foi acidente.
Um foi cura.
Outro foi ferida.


Um foi viagem.
Um foi retorno.
Outro foi adeus.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dormência





Ando assim
...
(pausa)
... 
.







sábado, 10 de julho de 2010

Speechless

I can't believe what you said to me
Last night when we were alone
You threw your hands up
Baby, you gave up, you gave up
I can't believe how you looked at me
With your James Dean glossy eyes
In your tight jeans with your long hair
And your cigarette stained lies

Could we fix you if you broke?
And is your punch line just a joke?

I'll never talk again
Oh, boy, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless
I'll never love again
Oh, boy, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless

I can't believe how you slurred at me
With your half wired broken jaw
You popped my heart seams
On my bubble dreams, bubble dreams
I can't believe how you looked at me
With your Johnnie Walker eyes
He's gonna get you and after he's through
There's gonna be no love left to rye

And I know that it's complicated
But I'm a loser in love, so baby
Raise a glass to mend all the broken hearts
Of all my wrecked up friends

I'll never talk again
Oh, boy, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless
I'll never love again
Oh, friend, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless

And after all the drinks
And bars that we've been to
Would you give it all up?
Could I give it all up for you?
And after all the boys
And girls that we've been through
Would you give it all up?
Could you give it all up if I promise boy to you

That I'll never talk again
And I'll never love again
I'll never write a song
Won't even sing along
I'll never love again
So speechless...
You left me speechless, so speechless
Why you so speechless, so speechless?

Will you ever talk again?
Oh boy, why you so speechless?
You've left me speechless, so speechless
Some men may follow me
But you choose "death and company"

Why you so speechless? Oh, oh

quinta-feira, 13 de maio de 2010



Qual é o segredo?


(Na)
Re(mo)ta ilusão
É tão f (ra) nca essa
Certeza  (do [?] ) "NÃO!"

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Pour, encore une fois, mon ami

Paris, lundi, février 15, 2010.


"Com suas 'nonsenses' que nem mais me lembrava, me fez rir de novo. Me distrai e abstrai com seus .. N'est-ce pas? peu importe! '
Era dessa espotaneidade da qual estava precisando. De falar o que lhe vem à telha me fazendo ver uma verdade que pode ser a respeito de qualquer bobagem. Mas é uma verdade. Me faz ver por uns segundos que não há nada calculado ou planejado, feito pra enganar ou desenganar. Num escapulir de uma brincadeira, fala até umas verdades que não são boas de ouvir. É mais uma vez sua naturalidade. E em rir também das merdas que digo.
E as conversas sérias? Que surgem do meio de um 'Je crapper'? Cada um tentando defender seu lado...às vezes são opostos, às vezes dispostos...Um se faz entender no outro.
Reamizade. A volta de uma relação que me surpreendeu e que só me fez bem. Cada um que fale de seus problemas, dilemas, à seu modo. Mas só ouve, não critica. Não diz nem mal-diz. As vezes se questiona. E sempre acaba num resultado ainda mais cheios de mútuos entendimentos questionáveis.
Até a dúvida é sincera. Nas perguntas curiosas e na confiança relembrada das respostas. Na surpresa de ressaber que somos amigos. Até mais hoje do que antes."
Sincères de bonheur,
Amélie.


PS: Quanto tempo Amélie!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eu e a lesma

Estava cá eu no quintal de minha casa, à luz de uma noite sem estrelas, com meu copo de nescau, meu gudang e um exemplar impresso de "Verônika Decide Morrer" quando me deparo com uma "coisa".
De ínicio pensei que fosse uma folha...ali tão imóvel entre as graminhas...Decidi então esconder a bituca do cigarro embaixo da suposta folha...foi aí que vi que se tratava de uma lesma. Até pensei "nossa o cigarro fez efeito mesmo, to vendo a folha andar..." mas era de fato um invertebrado. 
Não desisti, pequei a bituca e coloquei embaixo da lesma. Beleza... retormei a leitura...de repente a bituca reaparece! "Ora pensei que tinha matado a lesma queimada!" Mas que nada! tava longe...com seus movimentos minúsculos já tava à uma boa distância de onde a tinha visto na primeira vez...
Fiquei intrigada...começei a observar com mais curiosidade as lesmas... sim porque depois percebi que não havia só uma, mas três delas.
Lia um paragrafo de "Veronika" e dava uma olhada na lesma...e ela ia como diz o ditado: "com passos pequenos se vai longe" ou " um passo de cada vez" sei lá! Primeira lição da madrugada!
Acendi outro cigarro e percebi que a lesma ia em direção à outra...pensei: "será que elas vão se encontrar?" "Há vida amorosa entre as lesmas?" Mais a diante ainda havia outra! "Danada!! Se nada der certo com aquela ela parte pra outra!" Lição #2.
Na hora em que fui apagar o cigarro, pensei em colocar a bituca mais uma vez embaixo da lesma... mas ela sairia dali, deixando vestigios de que eu havia fumado. Decidi então enterrá-lo entre as graminhas, pelo o que eu sei elas não se mexem...
Ah! Havia umas minhoquinhas também...convivência harmoniosa entre tipos diferentes, mesmo sendo invertebrados...lição #3.
Concluí que as lesmas são quase imperceptíveis; discretas; exigindo assim um olhar mais apurado, para  perceber que elas se movem, e que mesmo a passos monótonos, e lentíssimos chegam aonde querem. Lição #4.
E por fim, sua aparência pode servir como uma espécie de proteção, quase sempre sendo confundidas com folhas ou algo inanimado, assim elas se camuflam, escapando de seus predadores. Lição #5.
A lesma me fez deixar de lado o livro de Paulo Coelho; e se ele aprendeu 5 coisas com o lápis, eu acabo de aprender 5 coisas com as lesmas.